domingo, 17 de novembro de 2013

REVIEW DA WEIHRAUCH HW 80 Cal .22

WEIHRAUCH HW 80 Cal .22


DADOS TÉCNICOS
Fabricante: Weihrauch (Alemanha)
Calibre: 5,5 mm - (.22)
Potência: 30 joules
Velocidade na boca do cano: 245 m/s
Coronha: Nova coronha em madeira de lei
Distância entre a soleira e a tecla do gatilho:
Peso: 4,0kg
Comp. Cano: 50 cm
Comp. Total:115 cm
Cocking Effort/força para dobrar o cano:34 lbs./ 15,42Kg
Gatilho: Rekord de 2 estágios regulável, em distancia e peso
Peso de acionamento do  gatilho:1,25 lbs/566 gramas (ajustável)
Miras: Massa de mira fixa com 6 modelos de inserts.
            Alça de mira micro ajustável com regulagem vertical e horizontal, 4 inserts giratórios
Cano: cano de precisão micro raiado, 395mm
Segurança: sistema de travamento de gatilho automático ao se dobrar o cano, destrava-se manualmente
Sistema: cano basculante, tiro a tiro com carregamento direto no cano.
Preço: é uma carabina com um custo elevado R$ 3.329,00 contudo a arma vale o que custa como diz nosso colega Claudio.
A mesma conta com  6 modelos de inserts o que torna uma arma super versátil


 6 modelos de inserts que acompanham a HW 80

VISÃO EXPLODIDA DA ARMA


Vejam o vídeo abaixo aonde o atirador Claudio Canuto - Clanutrix Apresenta algumas características dessa bela arma.



                            

EM BREVE NOVOS REVIEWS DAS ARMAS WEIHRAUCH

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ABAIXO ALGUMAS FOTOS DO ESTANDE HEAD SHOT

                      Do fundo para frente -  Haroldo, Marcelo, Pavie e Claudio

Atirador Antônio Maia atirando com Kalibr Cricket Skeleton .22

                   Atiradores Ryan & Claudio (Claudio matando a saudade da HW 77) 

                            Atiradores Ryan & Pavie no estande Head Shot

                        Da esquerda para a direita (Ryan, Pavie, Marcelo & Claudio) 

Atirador Claudio realizando treino em papel 10 metros com CZ Slavia .177





sábado, 16 de novembro de 2013

REVIEW DA NITRO X 1000 Cal.22

Carabina de Pressão CBC NITRO X 1000 





DADOS DO FABRICANTE

*Calibre.......................5.5mm(.216)
*Sistema......................Engatilhamento por alavanca acionada pelo basculamento do cano.tiro individual de chumbinho.
*Coronha.......................Thumbhole em polipropileno de alta resistência.
*Mola............................Gás ram nitrogênio.
*Gatilho........................Ajustável de dois estágios.
*Velocidade na
boca do cano.............1000 pés/seg(305 metros/seg)
*Enegia........................42 joules
*Força para
engatilhar.................27kg
*Distância
máxima de tiro........440 metros.
*Comprimento
do cano.....................20 polegadas(51cm)
*Comprimento
total.........................47 polegadas(120cm)
*Peso..........................3,8kg

ANALISES DO ATIRADOR

Design moderno e arrojado. A coronha estilo Thumbhole (vazada) ambidestra proporciona uma ergonomia de tiro perfeita: mão, dedo e gatilho ficam bem alinhados, favorecendo a precisão no momento do disparo.
Além da tecnologia NITRO, com mola de ação gás RAM (pistão com gás nitrogênio), os modelos NITRO-X possuem diferenciais exclusivos:

Coronha vazada: em polipropileno de alta resistência e design Thumbhole para uma empunhadura ergonômica;

Soleira de tecnologia TUBE: os tubos vazados no interior da soleira permitem deslocamento de ar, o que garante uma alta absorção de impacto e maior conforto para o atirador;
Gatilho regulável com 2 estágios: regulagem de força (trigger pull) e 2 estágios para melhor controle do momento do disparo;

Nova alça de mira: mais robusta, com regulagem micrométrica vertical e horizontal;
Muzzle Break: equipamento ergonômico que facilita engatilhar a carabina, tornando-a mais imponente e completa.
Modelos - Acabamento Oxidado:
Montenegro Nitro-X 1000
Calibre 5,5 mm

O gatilho regulável de dois estágios é muito macio e seguro,desde que seja regulado por atirador ou técnico experiente, pois se mal regulado, a arma pode disparar sozinha. Este cuidado deve ser tomado com relação a qualquer carabina de pressão que possua gatilho regulável, independente de marca e modelo.
A alça e a massa de mira possuem fibra ótica,sendo a alça com regulagem vertical e horizontal.


                                    Rogério Queiroz com sua Nitro X 1000

Só não podemos esquecer que a Nitro X 1000 é uma carabina Magnum, então se ela for usada para o tiro a alvos que requerem muita precisão não terá um potencial máximo, é importante lembrar que uma carabina Magnum não foram feita pra essa pratica, contudo com pratica e treino, é possível acertar alvos de precisão acentuada, claro que um tipo de carabina como essa o atirador ira precisar de maior resistência, pois o peso da carabina que é de 3,8 kg, e essa arma é famosa por necessitar de um esforço considerável para armar , os exatamente 27 kilos. 
Mas com tudo isso ela é muito precisa só basta o atirador aumentar as horas de treinamentos porque as carabinas Magnum não são tão fáceis de se atirar.

FOTO DO AGRUPAMENTO       

O alvo mostra a excelente pontuação de 50 pontos,com 5 tiros. Todos disparos atingiram nota 10.










REVIEW REALIZADO PELO NOSSO COLABORADOR ROGÉRIO QUEIROZ  DO GRUPO IAÇUENSE DE TIRO ESPORTIVO (GITE)


EM BREVE 

Atualmente temos uma nova versão dessa carabina, onde a fabricante CBC, divulga que ter corrigido todos os possíveis pontos fracos da versão Anterior, já estamos caçando ai um Review dela, abaixo uma foto da nova carabina da CBC. (Maia, Antonio)

                  A nova arma em si

                 Modificações no Muzzle




EM BREVE REVIEW DA ARMA CBC NITRO ADVANCED.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

REVIEW CARABINA PCP HATSAN AT 44 Cal.177




            Aos caros amigos atiradores esportistas , amadores e profissionais, este é um review de uma das carabinas mais usadas no brasil e também em outros países, a Hatsan at 44 e seus diversos modelos e versões. Por serem equipamentos relativamente baratos com uma qualidade satisfatória, durabilidade bem interessante e com uma manutenção extremamente intuitiva, fácil e barata.
Vou deixar os dados técnicos de lado, e vou falar no uso pratico, porque quando você estiver em campo o que realmente importa é o equipamento não te deixar na mão, pra isso você deve saber o que você quer de sua carabina e se preparar.
Darei meu depoimento a respeito do modelo at44 – 10 .177 ou 4.5
Irei relacionar os itens que acho importante em uma arma de pressão do tipo pcp.


Autonomia
Faço cerca de 75 a 80 disparos com o cilindro original de 188cc , e se me perguntarem mas todos bons direi que sim porque o bom tiro é o que pelo menos encontra o alvo e neutraliza ou no caso de uma silhueta a derruba. Enfim para recarga sempre o melhor é o cilindro de ar "scuba", mas a bomba manual é uma opção muito interessante mesmo para casos onde não se tem acesso a outras fontes de ar comprimido. O esforço no enchimento não é tão grande visto que em 5 minutos é possível encher um cilindro da at44de 90 a 200 bar sem maiores preocupações, com turnos compassados de 1 segundo pra subir e 1 segundo pra baixar é possível e não tão estafante assim.



Precisão
Gosto muito da precisão dessa arma, fato comum que o projetil .177 mantem o curso por maior distância e tal, mas é imperativo o uso de chumbo de alta qualidade e peso já que isso afeta muito nesse quesito. Já fiz disparos em campo a 50, 80 e 130 metros com chumbos de 10,5 grains domed, os quais tive resultados bem satisfatórios, com mínima variação horizontal e com compensação na vertical , nada que um atirador, não conheça e efetue corriqueiramente.



Robustez
A Hatsan at44 é simples, e isso não é uma coisa ruim porque quando você estivesse em campo não seria agradável que a arma emperrasse por ter um pedaço de graveto ou sujeira em algum local exposto do mecanismo de engatilhamento ou disparo, o orifício de recarga é bem protegido por um pino de segurança, e nos modelos novos com um sistema de turn cap.
A autonomia é excepcional como disse a cima 80 disparos é muita coisa antes de uma recarga, o peso é outro aspecto bem satisfatório, pois ela é leve mesmo com luneta, bipé e supressor ela é confortável e não incomoda em incursões demoradas, até para mulheres e pessoas que possam não estar preparadas para a tarefa.



Beleza e Aparência Agressiva
Acho que a at44 é muito bela e sim oferece muito potencial para ser tunada e deixada com aparência mais agressiva e estilizada, sim porque não, acredito que a customização é a forma de um proprietário transformar um equipamento feito em serie e de aparência impessoal em algo único e destacável em um grupo de iguais.
Sem contar que melhorias sempre são possíveis em um equipamento, dentro de uma logica e bom senso claro.


Avaliação Geral
Pontos positivos:
Possui uma ótima indexação do magazine, nunca trava ou coloca 2 chumbos ao mesmo tempo.
Ótimo side lever, magazine de fácil carregamento e que não perde chumbos.
Cano de ótima qualidade
Gatilho em metal e bastante customizavel
Mira aberta e trilho de 11 e 20mm para uso de lunetas.
Peças reparáveis e o´rings de fácil localização
Pontos negativos :
Para troca dos o´rings do cano deve-se atentar para não romper os novos pois a rebarbas metálicas que cortam o o´ring sempre que se retira o cano.
Trava automática (na minha opinião é muito desagradável, manual é bem mais confortável)


REVIEW REALIZADO PELO NOSSO COLABORADOR EU JNEMO DO GRUPO DE ATIRADORES DE SÃO PAULO - GRUPO FPS.


domingo, 10 de novembro de 2013

23º Etapa do Tiro Virtual em Belém do Pará

Vamos que Vamos, mais uma etapa do Tiro Virtual em Belém do Pará, manha alegre com os amigos e muitos tiros, abaixo algumas fotos do evento.

                               Atirador Paulo Ataide na prova de alvos metalicos

                               Atiradores na prova de Papel 10 Metros - Mira Aberta

            Atirador Ryan Alessandro na Prova de Alvo de Papel 25 Metros com Luneta

Alexandre Dantas nosso Campeão Brasileiro de Tiro e Organizador do Tiro Virtual em Belém.

          Atirador Marcelo Nunes na Prova de Alvo de Papel 10 Metros - Mira Aberta

                          A próxima geração se preparando para ganhar

                                     Novos atiradores no Estande do CTB

 Ryan Alessandro na Prova mais disputada do dia Alvo de Papel 25 Metros com Luneta

 Ryan Alessandro na Prova mais disputada do dia Alvo de Papel 25 Metros com Luneta
                   Atirador Antonio Maia no Alvo de Papel 25 Metros com Luneta

              O Dantas somando pontos kkkk, vida de Organizador não é moleza não

            Ryan Alessandro & Marcelo Nunes, Premiação da 22º Etapa do Tiro Virtual

O AIRGUN BELÉM É PARCEIRO DO CLUBE DE TIROS DA GRANDE BELÉM - CTB

QUER CONHECER O CTB - CONTATOS PELO GRUPO NO FACEBOOK, PROCURE-NOS
AIRGUN BELÉM NO FACEBOOK.

LINK DO SITE DO CTB http://ctb-pa.org/

Torneio do Tiro Virtual - http://www.tirovirtual.com.br/

O Clube de Tiro da Grande Belém (CTB) Rodovia Augusto Meira Filho (PA 391), km 03, sentido Benevides-Mosqueiro, entrada à esquerda logo antes de cruzar a barreira da Polícia Rodoviária Estadual, seguindo por mais 2,5km de estrada de chão até a entrada do estande.
Abaixo o Mapa para auxiliar.







terça-feira, 5 de novembro de 2013

INSTRUÇÕES BÁSICAS PARA ARMAS DE PRESSÃO PRE CHARGED PNEUMATIC (PCP)

INSTRUÇÕES BÁSICAS

1)    Mantenha os pontos de conexão sempre limpos.
2)    Utilize somente ar comprimido de qualidade, isento de umidade.
3)    Ao conectar a garrafa ou tanque de mergulho (scuba), abra a válvula devagar e, se utilizar bomba manual, inicie o bombeamento também devagar.
4)    Nunca exceda a pressão especificada pelo fabricante e, se isso ocorrer acidentalmente, feche a válvula da garrafa e abra o parafuso de “sangramento” para liberar o excesso de ar. Depois, libere o conector de enchimento da arma.




Atenção:A regra mais importante ao encher uma arma de PCP com ar é que nunca se deve utilizar oxigênio puro, devido ao alto risco de explosão durante o processo.  Na atmosfera, o oxigênio está presente em apenas 21%; o restante do ar que respiramos contém, basicamente, nitrogênio. Ao se misturar o oxigênio com a maioria dos tipos de óleo, a mistura se torna explosiva e, normalmente, existe óleo em certas partes da arma.

Deve-se tomar cuidado também com enchimentos rápidos, porque isso pode gerar calor e levar a explosão se houver qualquer tipo de produto inflamável por perto. A graxa de silicone é o tipo recomendado para armas PCP, visto que esse é o tipo de graxa utilizada pela indústria de aparelhos de mergulho.

                            Um de muitos modelos de "Scuba" usadas em PCPs.

Cada arma tem uma pressão máxima de enchimento e também uma pressão recomendada, que é mais baixa. Evidentemente, a pressão máxima não deve ser excedida por razões de segurança.

A pressão recomendada é dada como carga ideal, conhecida como “Curva de Potência Plana” (para armas que não tem regulagem de potência), também conhecida como ‘ponto doce’ e que permite um ótimo número de disparos com menor variação de velocidade entre eles.

             Atirador Gio Good Adventure, em Manaus, Atirando com Sumatra 500cc (PCP).

Algumas armas PCP funcionam um pouco mais suavemente quando carregadas com pressão abaixo daquela recomendada em seu manual. Há a perda na quantidade de disparos, mas se ganha o benefício de maior suavidade e também na curva de potência, a qual se torna mais estável enquanto dura a carga de ar comprimido.

           Atirador Tiago Pavie em Belém do Pará, Atirando com uma arma Daystate AirWolf (PCP).   

Abaixo segue um gráfico com a curva de potência e que demonstra que sobrecarregar o reservatório não implica em ganho de velocidade, pois, ao utilizar pressão excessiva, a válvula não abre totalmente e se fecha muito rápido, impedindo a passagem do volume ideal de ar.



Nota: Para obter a pressão em Bar, divida os valores em psi por 14,2.


Nelson L. De Faria é Autor da Revista Magnum Numero 40 , considerado o melhor material sobre armas de pressão no Brasil, Colaborador do Grupo de Tiro Esportivo Airgun Belém.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

NOVA CLASSIFICAÇÃO DE POTÊNCIA PARA ARMAS DE PRESSÃO


Nova classificação de potência para Armas de Pressão, segundo o NRA Airgun Center.

·         Magnum: Energia maior do que 23 Joules (17 ft.lb)
·         Alta potência: Energia maior do que 16 Joules (12 ft.lb)
·         Média potência: Energia maior do que 11 Joules, até 16 Joules (8 até 12 ft.lb)
·         Baixa Potência: Energia abaixo de 11 Joules.

Calibre 4,5mm – Chumbinho de 7,7 grains (0,5 grama)
·         Magnum: V0 a partir de 304 m/s ou 1000 fps
·         Alta potência: V0 a partir de 254 m/s ou 833 fps
·         Média potência: V0 a partir de 206 m/s até 253 m/s ou 676 fps até 830 fps
·         Baixa Potência: V0 menor do que 206 m/s ou 676 fps

Calibre 5,5mm – Chumbinho de 15,4 grains (1,0 grama)
·         Magnum: V0 a partir de 215 m/s ou 705 fps
·         Alta potência: V0 a partir de 180 m/s ou 591 fps
·         Média potência: V0 a partir de 156 m/s até 180 m/s ou 512 fps até 590 fps
·         Baixa Potência: V0 menor do que 156 m/s ou 512 fps

Ao observar os valores atualizados, percebe-se que procuraram adequar ao sistema internacional, ao adotar massas equivalentes a 0,5 grama para o calibre 4,5 mm e 1,0 grama para o calibre 5,5 mm. Curiosamente, os calibres 5,0 mm e 6,35 mm não aparecem, embora suas classes de potência segundo a energia inicial devam permanecer iguais aos calibres 4,5 mm e 5,5 mm.
Observamos também que a classe alta potência passa a ser a partir de 16 Joules (12 ft.lb), que por coincidência ou não é o valor a partir do qual os Britânicos necessitam de Certificado de Arma de Fogo (as conhecidas FAC).

Contribuição do nosso querido Nelson L. De Faria, grande atirador uma das pessoas com maior conhecimento de armas de pressão no Brasil, Autor do Livro Armas de Pressão.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

O Alfaiate


Há pelo menos dez anos, ele começou a produzir e customizar armas em uma oficina no quintal da própria casa, em Vigário Geral, no subúrbio do Rio. Nesse período, mais de 30 carabinas foram comercializadas e mais de 100 customizadas, muitas delas para outros estados do país. No arsenal particular, Paulo Martins, de 62 anos, conta com 15 armas.


Paulo, que também é fotógrafo, é um verdadeiro artista das armas de ar comprimido, usadas em competições de tiro esportivo e que disparam apenas chumbinho.
- Já recebi pedidos para trabalhar com armas de fogo, mas recuso. Daria para ganhar um bom dinheiro, mas o meu negócio é o tiro esportivo.
Paulo confecciona de forma artesanal as coronhas das armas, a parte de madeira que serve como suporte, daí o termo coronheiro, uma profissão considerada em extinção. Ele também faz a customização das carabinas, que consiste na instalação de equipamentos como cilindros de oxigênio, válvulas, entre outras peças que ele mesmo cria, como apoios e estabilizadores de tiro.
Técnico em mecânica e com noções de pneumática e hidráulica, Paulo Martins é um autodidata. Em 2004, se aprofundou no tiro esportivo através da internet e adquiriu conhecimento em fóruns promovidos por sites especializados.
- Sempre gostei de tiro. Ganhei a primeira espingarda do meu pai quando tinha nove anos. Mais tarde, comecei a produzir para mim mesmo. As pessoas começaram a apreciar o meu trabalho e encomendar armas. Um cliente só tem nove armas feitas por mim.
'Cada arma é exclusiva, peça única'
Paulo evita falar em valores, mas a fabricação de uma coronha feita por ele varia entre R$ 1.400 e R$ 3.000. Ele diz que trabalha durante 15 dias para entregar uma coronha pronta, com uma jornada de dez a 12 horas de trabalho por dia. O coronheiro se compara a um alfaiate, que faz um terno sob medida.
- Você pode comprar uma arma em uma loja, mas ela vem com uma coronha padrão. O meu trabalho é adaptar o armamento ao atirador. Eu vejo do que ele precisa e regulo de acordo com a necessidade, como distância entre o gatilho e o ombro e regulo a empunhadura de acordo com a pegada, por exemplo. É um trabalho único e personalizado. Cada arma é uma peça única.
Paulo, que também é conhecido como Mestre, já vendeu armas para estados como São Paulo, Santa Catarina, Manaus, Ceará, Mato Grosso, Brasília, entre outros. Além disos, um brasileiro que mora na África do Sul já fez contato com o coronheiro, assim como atiradores de Portugal e Espanha.

Armas de até R$ 17.000
As armas de ar comprimido custam em média R$ 6.000, mas existem algumas que chegam a variar entre R$ 11 mil e R$ 17 mil. A maior parte é fabricada na Europa. A precisão impressiona para uma arma que não é de fogo. Uma carabina é capaz de atingir uma lata de refrigerante a cem metros de distância e uma garrafa pet a 200 metros.
A madeira usada na fabricação das coronhas geralmente é nobre, como imbuia, pinho de Riga e louro faia. A maior parte da matéria-prima é adquirida em demolições. Para regular as armas e melhorar a precisão, o coronheiro, um dos três em nível de excelência no Brasil, chega a fazer 300 disparos em um dia. Alguns armas levam até dois dias para serem reguladas com perfeição.
Paulo Martins também é bom de tiro. Ele compete na modalidade Benchrest, em que o atirador precisa atingir 25 alvos, cujos centros tem apenas dois milímetros de diâmetro. Ainda assim, diz que prefere encontrar os amigos a competir.
- Eu gosto de reunir os amigos e bater papo. Se eu ganho uma competição com uma arma minha, meus clientes ficam desconfiados. Prefiro que eles vençam com as minhas armas - brinca.
Veja o vídeo:
Quem quiser ver mais do trabalho do mestre alfaiate de armas de ar Paulo Martins acesse o blog: http://coronhasmartins.com.br/
Matéria publicada com autorização do Paulo Martins

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Balística, Potência & Comportamento dos Calibres 4,5mm e 5,5mm.


POTÊNCIA E PASSO DAS RAIAS

Sei que para muitos, a linguagem técnica é de difícil entendimento, mas, como atirador de longo alcance, também sei que a prática depende do conhecimento teórico e, nesse caso, é impossível conhecer o comportamento da arma e avaliar as razões de alguns modelos e marcas se destacarem sem conhecer os conceitos básicos de projeto. Então, sempre escrevo artigos técnicos e, ao final procuro simplificar a explicação par que os leigos e, principalmente os iniciantes possam ter informações para suas escolhas.
No meu entender, conhecimentos básicos de balística interna e externa são fundamentais para o atirador que pretende levar o esporte de tiro a sério e ter propriedades para discussões e opiniões.

Quando escrevi “ARMAS DE PRESSÃO – Ciência e Técnicas de Tiro”, por inúmeras razões tive que reduzir o conteúdo em aproximadamente 70 páginas. E ainda por azar, boa parte do que tinha escrito acabou se perdendo por uma formatação em meu laptop. Dentre a parte que se perdeu estava um texto complementar sobre raiamento e spin. Spin, como sabemos é o giro do projétil em função da velocidade. O livro contém uma frase que diz que o conceito moderno nos orienta a sempre optar pelo ‘giro mais rápido’ quando o objetivo é tiro a longo alcance. Na página 154, é mencionada a ‘estabilidade giroscópica’, que pelas razões explicadas não pode ser abordada a fundo. Esse é o ponto que precisa ser mais bem explicado.
Na verdade, o giro rápido ou lento não influencia tiros a alcances de até 50 jardas em armas de potência em torno de 16 Joules na boca do cano, mas é um conceito importante principalmente para os que atiram com carabinas PCP. Mas antes de tirarmos conclusões, vamos aos fatos:
De modo geral, as armas de pressão modernas tem raias com passos menores do que 1:18 (uma volta em 18 polegadas). Esses passos são convencionais e para entender melhor, devemos distinguir o ‘giro’ do ‘spin’. O giro (twist) representa volta em função do passo. No livro ARMAS DE PRESSÃO – Ciência e Técnicas de Tiro, podemos verificar pela fórmula de Greenhill que passos menores do que 1:20 são considerados ‘GIRO RÁPIDO’. Quanto ao spin, ele depende da velocidade do projétil e, para potência em torno de 16 Joules, 1:18 é considerado normal, mas é considerado de spin rápido para potências altas.
Para 16 Joules, o spin se torna rápido quando o passo é menor do que 1:15.
Em testes conduzidos a alcances superiores a 60 jardas com carabinas PCP, foi possível verificar que apesar de esses alcances serem exagerados para armas de pressão, são adequados para verificação do comportamento do chumbinho em função da velocidade e do giro e a determinação da influência desses fatores nos agrupamentos. O resultado obtido dos testes é que para 16 joules, o spin rápido dispersou mais os agrupamentos do que o spin convencional.
Para entender melhor, é preciso considerar o 'Momento’.
Momento é o que mantém o chumbinho na direção da propulsão e é alterado pela força da gravidade e pelo arrasto aerodinâmico, que dão a forma de curva à trajetória.
O spin é responsável por manter o projétil apontando para a mesma direção durante o voo até o alvo. A isso chamamos ‘Estabilidade Giroscópica’ e é o que resiste às forças aplicadas por qualquer direção ao projétil. A estabilidade giroscópica, portanto, manterá o projétil girando sobre seu eixo. Esse é o momento angular que mantém aponta do projétil apontando para frente enquanto o momento produzido pela propulsão o projeta ao longo de sua trajetória.
Então, se o giro for proporcionalmente alto em relação à velocidade do projétil, o momento angular superará o momento e o projétil atingirá o alvo de lado. Por isso, se o giro for rápido, a potência deverá ser alta para que a velocidade do projétil seja suficiente para evitar que o seu giro o desestabilize.

ALGUMAS CONCLUSÕES:

O calibre 4,5 mm é mais rápido se comparado ao calibre 5,5 mm e assim, a velocidade do projétil compensa o giro.O projétil fica mais estável, o que comprova a afirmação de o calibre 4,5 mm se adaptar melhor às armas de baixa potência.
Contudo, se a arma for de baixa ou média potência, o giro lento será melhor para alcances mais longos, pois a velocidade também se reduzirá bastante. Isso explica o fato de as armas de baixa potência perderem precisão a longo alcance, pois, normalmente elas tem raiamento de giro rápido.
Em armas de alta potência, a velocidade a longo alcance ainda é alta (mesmo para o calibre 5,5 mm) e isso compensa o giro de modo a impedir que se vire e atinja o alvo de lado.
Mas, não podemos esquecer que excesso de potência com velocidade muito alta e giro muito rápido danificam o chumbinho e a precisão se perde.Para tudo existe o BOM SENSO.
Em termos técnicos, o momento gerado pela propulsão se sobrepõe ao momento angular. Eis a relação Potência x Passo das Raias.
Em função disso tudo, se o atirador pretende praticar tiro em alvos de papel a alcances de 10 metros, o melhor é optar por armas de baixa ou média potência que se desempenham melhor a alcances curtos e, se o tiro se destina a alcances acima de 30 metros a potência recomendável está acima de 16 Joules, por isso, o atirador deve optar por armas com velocidade inicial a partir de 255 m/s para o calibre 4,5 mm e 180 m/s para o calibre 5,5 mm.

COMPORTAMENTO DOS CALIBRES

Já escrevi algumas linhas sobre calibres e sempre surgem novos questionamentos como: Qual é o “melhor” calibre para amas de pressão? Qual calibre tem melhor penetração? Qual calibre é mais preciso? E assim por diante.
Observem que coloquei a palavra melhor entre aspas, pois, será que realmente existe um calibre melhor e, o que na verdade significa melhor?
Bom, alguns pontos são básicos:

1. O comportamento de cada calibre depende também da potência da arma que o dispara.
2. A finalidade que o atirador deseja dar a cada calibre.
3. O tipo de projétil, que no nosso caso é o ‘chumbinho.  
     4. O tipo de sistema de propulsão (Mola, ar pré-comprimido, CO2).

Devido às limitações impostas pela legislação brasileira, vamos falar dos calibres 4,5 mm e 5,5 mm que são os mais populares e das carabinas por ação de mola e PCP, apenas e, para isso adotarei alguns conceitos técnicos como a ‘Estabilidade Giroscópica’ e a ‘Densidade Seccional’.

O BÁSICO

Todos nós sabemos que o calibre 4,5 mm é mais adequado para as armas de pressão de baixa e média potência e que o calibre 5,5 mm é menos suscetível à ação do vento, mesmo sendo mais lento do que o calibre 4,5 mm, ou seja, o efeito do vento causa maior impacto em relação ao peso do projétil do que em relação ao seu tempo de voo. Também sabemos que quando disparado por armas de pressão de alta potência, o calibre 5,5 mm retém mais energia do que o calibre 4,5 mm se ambos deixarem o cano da arma com energias iguais e, que essa situação se inverte nas armas de pressão de baixa potência.

COMPORTAMENTO EM FUNÇÃO DO TIPO DE ARMA

Quando disparados por armas PCP, os chumbinhos mais pesados apresentam mais energia do que os chumbinhos mais leves e no caso das armas por ação de mola, a situação se inverte, ou seja, os chumbinhos mais pesados deixam o cano com energia menor. A explicação para isso, conforme pode ser verificada nas páginas 63 e 64 do livro ‘ARMAS DE PRESSÃO – CIÊNCIA E TÉCNICAS DE TIRO’, de minha autoria,é: Nas armas PCP, o volume de ar disparado a alta pressão resulta de o chumbinho mais pesado absorver mais do momento linear disponível e também uma maior porção de energia do que o chumbinho mais leve. No caso das armas por mola, seja ela helicoidal ou a gás, parte do ar comprimido se perde em função da resistência do pistão que o comprime e, assim, quando o chumbinho é mais pesado ele exerce maior esforço do ar sobre o pistão e resulta em menor aceleração. Em ambos os casos, a reação se dá em função da massa do chumbinho, porém com efeitos contrários. Ao transferimos esses fatores para diferentes calibres, concluímos que o calibre 5,5 mm, disparado por armas PCP se torna mais potente do que o calibre 4,5 mm, mesmo com pressões idênticas retidas no reservatório de ar. Contudo o mesmo não ocorre no caso das Springers ou Rammers. Outra característica é que as armas PCP calibre 5,5 mm permitem maior número de disparo por carga de ar no reservatório, pois, sendo a força derivada da relação pressão x área, um menor volume de ar é necessário para acelerar o calibre maior, cuja área se comparada ao calibre 4,5 mm é 50% maior.

PRECISÃO E CAPACIDADE DE PENETRAÇÃO

Quanto à precisão, os calibres 4,5 mm e 5,5 mm se equivalem, mas é preciso esclarecer que quando falamos em precisão, nos referimos às características que envolvem as armas e os projéteis, apenas, sem considerarmos fatores externos. Então, o fato de o calibre 4,5 mm apresentar trajetória mais plana do que o calibre 5,5 mm não significa que ele é mais preciso e, o fato de o calibre 5,5 mm desviar menos com o vento também não significa que ele seja mais preciso do que o calibre 4,5 mm, visto que para ambas variáveis o atirador pode corrigir os acertos nos alvos pela regulagem da mira ou por compensação, ou seja, as variáveis de queda do projétil e desvio lateral durante o percurso são administráveis pelo atirador e, no final das contas é o que diferencia o nível de cada um. Mas existem outros fatores a serem considerados para comparação dos calibres, que são: Densidade seccional, Forma do chumbinho, spin, momento linear ou impulso.
A densidade seccional (DS) de um chumbinho calibre 4,5 mm e massa 7,7 grains é 0,035 e a densidade seccional de um chumbinho calibre 5,5 mm e massa 15,4 grains é 0,045, ou seja a DS do chumbinho calibre 5,5 mm é 31% maior do que a DS do calibre 4,5 mm. Mas, se adotarmos um chumbinho calibre 4,5 mm de massa 9,9 grains, sua DS também será 0,045 e, se adotarmos uma carabina calibre 4,5 mm e uma carabina calibre 5,5 mm, ambas com energia de 20 Joules na boca do cano, observaremos que com os chumbinhos de 9,9 grains para o calibre 4,5 mm e 15,4 grains para o calibre 5,5 mm, suas velocidades serão respectivamente 250 m/s e 200 m/s. Para este exemplo, os dois calibres apresentam a mesma DS, mas a velocidade do calibre 4,5 mm é 25% mais alta. Já o chumbinho calibre 4,5 mm de 7,7 grains terá velocidade de 283 m/s e, é nesse ponto que devemos analisar a estabilidade giroscópica, através do spin que é o giro do projétil em função da velocidade. Nesse caso, o giro mais rápido com DS mais baixa faz o projétil se desestabilizar durante o voo a longo alcance fazendo com que ele atinja o alvo de lado, em muitos casos. Portanto, o calibre 5,5 mm será mais preciso do que o calibre 4,5 mm, mas somente quando o calibre 4,5 mm dispara chumbinhos mais leves. Com chumbinhos mais pesados, a DS será mais alta e o spin, embora mais rápido do que o calibre 5,5 mm não será tão alto a ponto de desestabilizar o chumbinho, mesmo a longo alcance. Outro ponto a ser analisado é a capacidade de penetração dos chumbinhos. Chumbinhos calibre 4,5 mm tem maior capacidade de penetração do que os chumbinhos calibre 5,5 mm quando disparados por armas de energia equivalente, mesmo perdendo mais energia durante o percurso, que é o que ocorre com chumbinhos mais leves. Essa maior capacidade de penetração do calibre 4,5 mm é devido ao conjunto DS, spin e formato do chumbinho. O giro mais rápido, a densidade seccional alta como acontece com os chumbinhos mais pesados, que favorece o impulso e a forma do chumbinho adequada aos tiros a longo alcance, como os de cabeça arredondada, formarão o conjunto ideal para precisão e penetração. Por isso, carabinas de pressão de alta potência tem melhor desempenho com chumbinhos mais pesados. Então se a atividade praticada com as armas de pressão exigir impacto com mais energia, o calibre 5,5 mm é o mais recomendado, mas se o objetivo for maior penetração, a escolha deverá ser o calibre 4,5 mm, quando a arma em questão é de alta potência. Se a arma for de baixa potência, o calibre sempre deverá ser 4,5 mm. E, é preciso esclarecer também, que os chumbinhos convencionais para armas de mola não apresentam bons agrupamentos em armas com energia inicial acima de 35 ou 36 Joules, pois a velocidade muito elevada para propiciar tais energias implica em spin muito rápido que faz o chumbinho se desestabilizar durante o voo. Quanto ao tipo de chumbinho, os chumbinhos de canto vivo retém mais energia no impacto a curto alcance, mas perde mais energia do que o chumbinho de ponta arredondada, a longo alcance, em função do arrasto aerodinâmico. No entanto, esse é o chumbinho mais adequado para armas de pressão de baixa potência e, isso também define que para baixa potência, o calibre deve ser 4,5 mm, por apresentar menor arrasto do que o calibre 5,5 mm.Portanto, não existe um calibre melhor, mas, o calibre mais adequado ao uso.

RESUMO:

Calibre 4,5 mm:

  • Trajetória mais plana
  •  Maior capacidade de penetração
  •  Ideal para armas de pressão de baixa e média potência
  •  Para armas de alta potência, o melhor desempenho está em velocidades entre 270 e 290 m/s
  •  Recomendam-se os chumbinhos mais pesados para armas de pressão de alta potência


Calibre5,5 mm:

  •  Desvia menos em função do vento
  •  Maior capacidade de retenção de energia
  •  Mais adequado para armas de alta potência (principalmente as armas magnum)
  • Em função da curva balística mais acentuada, os chumbinhos mais leves reduzem a compensação da visada e se adaptam melhor às armas de pressão por mola
  •  Recomendam-se os chumbinhos mais pesados para PCP de alta potência



Nelson L. De Faria é Colaborador do Airgun Belém, este texto é de propriedade privada toda e qualquer reprodução desse texto é proibida se para fins lucrativos, diretos ou indiretos.

Crosman 1377cc Review by Gustavo ZaZ

Nosso colaborador Gustavo ZaZ fez um review dessa Pistola com grande precisão e potencia, vamos abaixo ver esse Review.



Algumas imagens que exemplificam essa arma


Sistema da Pistola Crosman.

Visão Explodida da Arma.


Sistema em Metal bem Resistente


Algumas modificações realizadas nessa pistola





 Muito obrigado para nosso colaborador Gustavo ZaZ pelo Review, grande abraço a todos.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Miras Holográficas (Red Dot's) by Nelson L. de Faria




Quando Conheci Nelson L. de Faria Autor do Livro mais conceituado sobre armas de pressão no Brasil, fiz um pedido,sem ao certo saber o que eu ia ouvir, o pedido foi que ele pudesse colaborar com nosso grupo com sua vasta experiencia sobre tiro esportivo e para nossa felicidade fui atendido por um cara com uma vasta experiencia e super simples, Grande Abraço Nelson e obrigado pela colaboração, agradecimentos também ao Glaucio Barreto que me apresentou o Nelson, abaixo uma pequena analise feita por ele em relação a Miras Holográficas (Red Dot's).




MIRAS HOLOGRÁFICAS
Muito se fala sobre miras telescópicas (lunetas) e, eu mesmo já escrevi várias linhas a respeito nos artigos para a revista Magnum e nos fóruns que participo, mas pouco se fala sobre as miras holográficas e, atendendo ao pedido do amigo Antonio Maia sobre escrever algo sobre Armas de Pressão para o grupo Airgun Belém, resolvi escrever sobre esse assunto para com exclusividade para o grupo.
As miras holográficas, conhecidas como Red Dot em referência ao ponto que na maioria das miras é vermelho, destinam-se aos tiros visados com os dois olhos abertos e são muito boas para o Atirador treinar visada rápida nos tiros instintivos aos alvos fixos e móveis. O ajuste desse tipo de mira é igual ao ajuste das lunetas e é também medido em MOA. Como sabemos MOA ou Minuto de Ângulo é a unidade de medida para ajustes de miras ópticas e representa (em valor arredondado) 1 polegada a 100 jardas ou se preferir, 2,54 cm a 91,44 metros, ou ainda, 1 cm a 36 metros. Mas no caso das miras holográficas, MOA indica também o tamanho do ponto luminoso projetado sobre o alvo e, embora nem todos os fabricantes indiquem o tamanho máximo do ponto em MOA para as suas miras, ele é o limitador para o alcance de tiro em função do tamanho do alvo. Boa parte das miras holográficas tem o ponto luminoso que se projeta com tamanho equivalente a 10 MOA, ou seja, ele cobre uma circunferência de 25,4 cm a 91,44 m ou para facilitar a grandeza, 5 cm a 18 metros. Por isso, recomenda-se o uso desse tipo de mira para tiros a alcances em torno de 25 metros, afinal, os alvos para armas de pressão, via de regra devem ser pequenos e, considerando que carabinas de pressão são consideradas precisas quando agrupam em pelo menos 3 MOA (aproximadamente 2 cm a 25 metros), para longos alcances o tamanho do ponto luminoso na mira deveria caber dentro desse campo. Obviamente, se o tamanho do ponto luminoso for conhecido, o Atirador poderá determinar melhor o alcance de tiro para determinado tamanho de alvo. Para quem se interessar em saber o tamanho do ponto luminoso de sua mira holográfica (caso não esteja indicado no manual), o procedimento é o seguinte: Providencie um alvo de circunferência 2,5 cm e o coloque a 9 metros. Se o ponto maior cobrir esse alvo, o ponto será de 10 MOA. Isso equivale a 1 polegadas a 10 jardas, ou 10 MOA. Para calcular o tamanho em MOA, multiplique o tamanho do alvo em polegada por 100 e divida pelo alcance em jardas.
De modo geral, pode-se dizer que esse é o tipo de mira mais fácil de utilizar, pois, a maioria tem ajuste automático de paralaxe e, basta posicionar o ponto sobre o alvo e atirar. Mas, é preciso atentar para uma característica particular que faz muitos Atiradores não se darem bem com as “Red Dots” e que consiste de o ponto não ter parâmetros para nivelamento, como ocorre com os retículos das lunetas. Por isso, embora seja um tipo de mira muito fácil de ser utilizada, é preciso que se adote sempre a postura mais correta ao empunhar a arma. No caso de miras abertas, o nivelamento da arma é fácil em função do enquadramento do conjunto massa e alça de mira onde a massa forma um poste vertical e, no caso das lunetas os retículos são responsáveis pela fácil detecção do nivelamento nos planos horizontal e vertical. Os Atiradores acostumados com lunetas podem observar que ao fazer a visada o retículo vertical sempre parece estar a exatos 90 graus, mas, muitas vezes isso é ilusão de ótica e pode ser verificado ao nivelar a luneta sobre a arma, empunhá-la e apontar para um canto de parede. Em muitos casos ocorrerá de o Atirador verificar que o retículo vertical não se alinha com a linha formada pelo canto da parede, embora a luneta esteja devidamente nivelada com a arma. Essa ilusão decorre do fato que ao empunharmos a carabina e fazermos a visada, inclinamos a cabeça ligeiramente. Isso acontece também com as miras holográficas, mas por tratar-se de apenas um ponto, muitas vezes o atirador não se dá conta de que a arma é empunhada ligeiramente inclinada, o que causa o fenômeno conhecido na língua inglesa como ‘CANT’ e os tiros apresentam desvio lateral. Esse é o principal motivo de alguns Atiradores não conseguirem bons agrupamentos com miras holográficas. Mas ao corrigir essa falha, o Atirador verá que a mira holográfica também o terá ajudado a condicionar melhor a empunhadura da arma e isso será fundamental para os tiros rápidos, principalmente em alvos móveis.

Nelson L. de Faria é Autor do Livro.